O Vigia do Tempo

Leia On-line: Português / English

 

Faça o Download do Livro:
Português / English

 

"...Sérgio Mattos busca e obtém "as formas simples". Nunca vulgar, no entanto, sabendo conservar certas nuanças de sombras, recônditas, que concedem à sua clareza fundamental uma condição literária de real qualidade."

Jorge Amado, A TARDE, Salvador, BA, 27.12.77

"De um livro ("Nas Teias do Mundo") para outro ("O Vigia do Tempo") nota-se uma acentuada mudança na linguagem poética de Sérgio Mattos. Chama-me a atenção de início o poder de síntese que lhe é peculiar. E mais: a cada passo da leitura, vão aflorando os achados felizes, somando-se soluções estéticas de alto nível para contornar as mediocridades do sentimento humano. E depois do poder de síntese a maturidade verbal, revelando um poeta senhor absoluto do seu instrumento".

Walter Siqueira, A CIDADE, Campos, RJ, 14.02.78

"Sérgio Mattos dá a sua poesia um toque universal, produto de sua sensibilidade e de sua visão de mundo. Trata a poesia de uma forma moderna, aberta e sem hermetismo. Livre de normas e dogmatismos. "Porque vivemos num mundo sem custódias e o poeta é o vigia do tempo", essa é a principal característica da obra de Sérgio Mattos. Através dessa linha de pensamento ele se conserva sempre fiel ao seu estilo simples".

Lígia Monteiro, A GAZETA, Vitória. ES, 14.03.78

"Sérgio Mattos pertence ao movimento modernista. Desde o início de seus cantares. Sem metro nem rima. Pensamento e música. Metafórico sem ser hermético. Graças a Deus. Porque o hermetismo é, não raro, máscara obscena, no carnaval da literatura cabotina. Ou, ainda, exploração torpe da ignorância vaidosa e da vaidade ignorante, que se desmancham em louvores ante quadro pintado pela cauda de algum símio. A metáfora denuncia o trato aprofundado das letras: "senti o poema/somei os sentimentos/ mas não o escrevi: era perfeito demais para existir".

Humberto Lyrio, A TARDE, Salvador, BA, 18.02.78

"Simples, espontâneo, seguro na afirmação, com imagens surpreendentes pelo conteúdo estético, já pode ser havido a esta altura, pela crítica mais sisuda, como um poeta real, verdadeiro, e, não, um fabricador frascário de palavras alinhavadas ao jeito de poemas".

Antônio Loureiro de Souza, A Tarde, Salvador, BA, 26.11.77

"Versos já publicados situam-no entre aqueles poetas de voz clara, aparentemente sem mistério, de poemas breves, nos quais idéias, sentimentos e sensações são despojados ao máximo, não como alguém que busca pureza através do refinamento apurado da expressão, mas como quem parte dela, a traz do berço e é incapaz de pronunciar-se de outra forma".

James Amado, in "Batalha de Natal", prefácio, 1978