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"Uma característica de "Nas
Teias do Mundo", é a secura verbal, uma contenção
que não castra a emoção nem sacrifica
sua poesia: "rasguei fores, flores da vida/ flores da
morte" - um lirismo seco, denso, longe de qualquer pieguismo,
sobretudo na procura do menino que o poeta foi.(...) Ademais,
creio que, num dos poemas deste livro, Sérgio Mattos
define sua poesia, seus objetivos e seu marcado partidarismo
pelo povo: "O poeta é o vigia do tempo".
Neste verso solto, está sua consciência de ofício
- não a arte pela arte, mas a arte pelo homem, realizando-se
através do homem, existindo em função
do homem, começo, meio e fim".
Guido Guerra, in
"Nas Teias do Mundo", orelhas, 1973
"Em muitos dos seus pequenos poemas, mesmo
quando sentenciosos, Sérgio Mattos, não abandona
o seu temperamento lírico e o seu poema "Rebeldia",
é curiosamente uma violência inconcebível
num poeta de tanta mansidão: "Despedacei uma rosa/
e me deitei de costas para a lua..." O título
do poema e as reticências confirmam a atitude poética
de valorizar ainda que com uma vaga ironia, dois dos maiores
lugares comuns da eterna poesia lírica, a rosa e a
lua".
Carlos Eduardo da Rocha,
in "Nas Teias do Mundo", prefácio, 1973
"Gosto da poesia de Sérgio Mattos,
não só pela amenidade, não só
pelo trato ou tessitura, como dizem uns, mas porque ela me
diz. Sérgio trata a palavra como a um cão de
raça e estima". Delas evocam momentos que marcaram
a única fase inegavelmente fascinante em nossa vida:
a infância Classifico-o entre os melhores autores já
passados em minhas mãos".
Oleone Coelho Fontes, A
TARDE, Salvador, BA, 26.10.73
"...o poeta amadurecido na simbologia
transparente quase sem hermetismo de uma suavidade lírica,
impregnada de amor e comunicação humana."
Adalberon Cavalcanti Lins,
Gazeta de Alagoas, Maceió, AL, 08.10.74
"Seus poemas são curtos, breves,
o que nos sugere pingos luminosos de uma inspiração
que extrai da síntese o essencial para o nosso deleite
emocional. É como se fosse um garimpeiro da poesia
pura que joga o cascalho fora e recolhe apenas as pepitas".
Nonato Marques, A TARDE,
Salvador, BA, 18.01.74
"Os versos de Sérgio Mattos
refletem o seu permanente estado d'alma, inquieta, cheia de
arroubos pela vida. Ele não vê o mundo pelas
teias amargas, não; antes olha-o cheio de fé
e confiança, onde deseja pairem, sempre, o amor e a
ternura livres e belos. Querem ver? "Era uma tarde chuvosa/
e na vidraça molhada/ escrevi um poema..." Lembra
um "hai-Kai". Breve. Preciso, forte, debuxando,
em poucas palavras, um quadro vivo, palpitante."
Antônio Loureiro de
Souza, A TARDE, Salvador, BA, 23.11.73
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