Estandarte
3ª Edição
 

 

 

"Não sou crítico literário, e se, por vezes, me animo a dar palpites sobre um romance por ser oficial desse ofício, não me animo a comentar poesia. Poesia, leio e gosto ou não gosto, é tudo. No caso da poesia de Sérgio Mattos, leio e releio com um prazer sempre renovado e sempre maior. Gostaria, no entanto, de fazer referência especial ao poema 'Ideologia', datado de 1991. Você escreveu, com beleza e exatidão, o que eu penso desde há muitos anos."

Jorge Amado, Salvador, BA, 10.10.95

"Li num silêncio, mas os poemas fizeram barulho dentro de mim. Há uma riqueza de momentos, momentos tão próximos de nós que dão a impressão de termos vivido todos os poemas."

Marlene Vaz, A TARDE, Salvador, BA, 15.12.95

"Sintético, inquieto, contrito, atento e moderno, Estandarte põe a poesia à mostra, despida de apelos panfletários e recursos formais, quase em estado de graça, sem elucubrações e recorrências vanguardistas, enfim poeta sem exigências críticas, despido do rigor da literatice, romântico e despretensioso, descomprometido com regras e exigências acadêmicas."

Gustavo Falcón, em A TARDE, Salvador, BA, 23.09.95

"Vale a pena ler o seu livro Estandarte, porque na verdade é com o que parece. Parece algo a bailar sobre a cabeça dos leitores, não como bandeira cívica ou de bloco carnavalesco, porém como uma faixa prática, uma faixa literária contendo versos geralmente breves, datados de épocas diferentes, de períodos os mais diversos, de tempos os mais distintos".

Junot Silveira, A TARDE, Salvador, BA, 17.09.95


"Sérgio Mattos, ao escrever poesia, tem na veia a exata dosagem do lirismo, quase seco, mas que fala diretamente ao coração. Na busca da solidariedade neste nosso mundo cheio de conflitos. Sérgio pergunta: O que será do homem num comunidade depressiva e sem solidariedade. A opção de Sérgio, sem nenhuma pieguice, foi empunhar uma bandeira, fazer seguidores e, como na Montanha, multiplicar o amor. A Câmara Municipal de Salvador considera um privilégio homenagear, neste momento, essa grande expressão literária que soube encontrar a perfeita simbiose entre poesia e prosa."

Germano Tabacof, A TARDE, Salvador, BA, 13.10.95


"Sérgio Mattos confessa que se amor não é medido. É sentido intensamente, livremente. Os seus poemas são sínteses emotivas dos seus recônditos sentimentos. São dotados de conteúdo lírico e romântico - características estas que recriam a realidade. Seus versos são modernos, livres como soem ser as asas do amor no seu voejar constante. Versos que sugerem idéias, visões, imagens, num ritmo livre e num tom melódico e envolvente."

Nonato Marques, A TARDE, Salvador, BA, 17.10.95

"Eu sempre digo que os políticos - certos ou errados - têm o condão de tomar decisões, mas só os santos sabem tudo, e, neste mundo, apenas os poetas têm razão. (...)Talvez, sem o autor de Estandarte notar, o poema da página 142, 'Correlação', saía do livro e ia virar moldura na parede do coração dos presentes ou completar a exposição dos outros artistas, um quadro à parte: 'Nasci no adiamento contraditório do calendário sem qualquer repertório: sou teatro, espetáculo e platéia. Represento muitos atos com fatos correlatos que guardo, retardo e reparto'".

Benjamin Batista, A TARDE, Salvador, BA, 31.10.95