| Professor
Doutor SÉRGIO AUGUSTO SOARES MATTOS
Sérgio Mattos
é jornalista formado pela Universidade Federal da Bahia
(1971), Mestre em Comunicação pela Universidade
do Texas, em Austin, Estados Unidos(1980), Doutor em Comunicação
pela Universidade do Texas, em Austin, Estados Unidos(1982).
Poeta, cronista, compositor e pesquisador universitário
com 25 livros publicados no Brasil e no exterior.
Confira
o Curriculum Vitae aqui
SÉRGIO
MATTOS
UM PERFIL INTELECTUAL
ILUSKA COUTINHO
(Doutora em Comunicação pela Universidade Metodista
de São Paulo
Este texto foi publicado no livro intitulado “Teoria
da Comunicação: Antologia de Pesquisadores Brasileiros”,
organizado por Antonio Hohlfeldt e Maria Cristina Gobbi e
publicado pela Editora Sulina,2004).
Sérgio Mattos é natural de Fortaleza, Ceará,
mas sua alma e produção, científica e
cultural, são a de um Poeta Baiano, título de
um poema tornado música numa parceria com Nilson Aquino,
e gravado em CD[1]. Ser poeta é ser intermediário,
fonte e destinatário, diz um dos versos do poema; e
é assim, numa perspectiva plural, ou para alguns complexa,
que é possível conhecer a trajetória
deste importante personagem na história da pesquisa
em Comunicação Social no Brasil.
Sérgio Augusto Soares Mattos nasceu
em Fortaleza, primogênito de uma família de sete
filhos. Filho de pais com apenas o primeiro grau completo,
ele começou a trabalhar aos catorze anos de idade,
o que não o impediu de estudar, ressalta. Dezenas de
livros publicados, prêmios no Brasil e no exterior,
não é difícil comprovar essa afirmação.
Hoje, para compreender Sérgio Mattos é preciso
olhar para suas múltiplas facetas: poeta, jornalista,
pesquisador, compositor.
E é o próprio personagem deste
perfil quem responde à pergunta: quem é Sérgio
Mattos? Nordestino. Dos sete irmãos apenas quatro têm
curso de nível superior. Hoje com 55 anos (nasceu em
1º de julho de 1948), casado com três enteados,
pai de dois filhos, um advogado de 25 anos e uma psicóloga
de 30 anos, uma neta de um ano. E aqui nos permitimos acrescentar
algumas outras informações: mestre e doutor
em Comunicação pela Universidade do Texas, em
Austin (EUA), primeiro doutor do curso de Mestrado em Comunicação
e Cultura Contemporânea da FACOM/UFBA, vencedor do Prêmio
Luiz Beltrão de Maturidade Acadêmica (2000),
autor de livros que são referência na área
de Comunicação, editor de jornais e revistas,
poeta...
Mas antes de percorrer a trajetória
de Sérgio Mattos, marcada pela ânsia de comunicar,
é preciso falar do sertão, região com
a qual ele se identifica e que se tornou Poema-marco. Ilustrado
por artistas plásticos se tornou primeiro pôster-poema.
Depois melodias e ritmos foram surgindo e, incorporadas ao
poema original, se tornaram um CD, lançado em 2002,
ano que marcou o centenário da obra os Sertões,
de Euclides da Cunha. Interpretado por treze cantores baianos,
e mais uma série de instrumentistas, Sérgio
Mattos mostra O Sertão e suas nuances: No meu sertão
a vida é traquejada e as mãos são calejadas.
Aqui estou longe da fumaça das grandes cidades e perto
da simplicidade das vaquejadas(....).
Presente no verso, a simplicidade é
uma característica marcante da obra do autor Sérgio
Mattos, tanto no campo poético quanto no acadêmico,
nos livros e artigos produzidos na área de Comunicação,
com especial ênfase para a análise e registro
histórico da televisão. É importante
salientar, porém, que este traço não
representa ausência de aprofundamento teórico
ou superficialidade, mas sim são marcas da faceta do
Mattos jornalista. Na verdade comecei a atuar no jornalismo
aos 16 anos, no jornal A SEMANA, da Arquidiocese de Salvador,
onde fazia de tudo, inclusive nas oficinas gráficas,
passando pela redação e distribuição,
lembra ele.
Também foi precoce o envolvimento
de Sérgio Mattos com a poesia, quando ainda interno
no Seminário Central da Bahia começou a escrever
crônicas e poemas aos onze anos de idade. Com vários
poemas já publicados em revistas de literatura e suplementos
de jornal, ele lança, em parceria com o poeta Ivan
Dorea Soares, a Revista Experimental, totalmente dedicada
a poesia. A publicação, responsável pelo
lançamento de quase trinta poetas emergentes, surgiu
em 1968 e circulou apenas três números, mas deixou
um saldo muito positivo, alguns dos poetas permanecem até
hoje na ativa, avalia Mattos.
O envolvimento com a poesia, responsável
pela primeira atuação dele como editor será
pontuado nesse breve perfil em forma de versos, ou seja, os
sub-títulos do artigo, que busca resgatar a trajetória
bio-bibliográfica do autor; eles tomarão por
empréstimo nomes de livros do poeta Sérgio Mattos.
O primeiro deles é o nome do livro de poemas de estréia,
lançado em 1973, ano em que também inicia suas
atividades no ensino de Jornalismo, como professor colaborador.
Nas Teias do Mundo[2]
A vida escolar de Sérgio Mattos poderia
ser classificada como atribulada, já que a transferência
da família de Fortaleza para Recife, e de lá
para Salvador prejudicou os estudos do primário. O
curso ginasial foi realizado entre o Seminário Central
da Bahia e o Ginásio São Bento. E nessa caminhada,
nas teias tecidas em seu mundo de seminarista, Sérgio
Mattos se recorda dos muitos castigos recebidos, por conta
da leitura em locais indevidos, como durante a missa. O segundo
grau, antigo curso científico, foi concluído
no Colégio Central da Bahia, instituição
conhecida pela qualidade do ensino na época, equivalente
ao do Colégio Pedro II (RJ), mas também pelo
destaque alcançado por seus ex-alunos, entre os quais
o cineasta Glauber Rocha e o compositor Caetano Veloso.
Em 1968, após aprovação
no vestibular, começa o curso de jornalismo na então
Escola de Biblioteconomia e Comunicação da UFBA.
A opção universitária de Sérgio
Mattos contrariou toda a família, especialmente quando
ele trocou um emprego bastante rentável na IBM por
estágio em jornais de Salvador, causando revolta já
que jornalista não gozava de prestígio: o pai
dizia que iria morrer de fome.
Foi exatamente no período de 1968
a 1971, quando se torna bacharel em Jornalismo, que Sérgio
Mattos se aproximou da pesquisa em comunicação
social, área que já naquela época o atraía
tanto quando a produção jornalística:
Durante o meu curso universitário
eu já atuava na imprensa diária de Salvador,
mas sempre tive uma queda pela pesquisa e foi exatamente no
período da formação universitária
que exercitei minhas primeiras pesquisas no campo do jornalismo
(censura dos meios de comunicação) e sobre veículos
(jornal, rádio e televisão) que, por sinal persistem
até hoje como meus campos de pesquisa preferidos (MATTOS,
2004).
A questão da censura foi objeto não
apenas de pesquisa do acadêmico Sérgio Mattos,
também trouxe inspiração ao poeta, em
poema produzido em 1977: Censura - Amor - Dança - Pensamento:
Amordaçamento. A poesia foi publicada no livro de poemas
Estandarte (1995), já em sua terceira edição,
além de também traduzido, e publicado, em língua
francesa (1999).
No que se refere ao pesquisador da comunicação,
dois livros tratam de forma específica das questões
relacionadas à censura, ou ao controle e cerceamento
da liberdade de expressão: Censura de Guerra - da Criméia
ao Golfo Pérsico (1991) e O controle dos meios de comunicação
(1996).
O primeiro livro, publicado pelo Sindicato
dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia tem a forma
de ensaio, apresentado inicialmente em um painel sobre o papel
da imprensa em situações de conflito. Na obra,
Sérgio Mattos parte da premissa de que em situações
de conflito a primeira vítima é a verdade, e
o bom jornalismo, poderíamos completar a partir da
leitura desta obra, também disponível para acesso
na rede mundial de computadores[3]. Ao longo do livro o pesquisador-jornalista
recupera a história das relações entre
a imprensa e o poder, militar especialmente, ao longo dos
conflitos já realizados: Primeira e Segunda Guerra
Mundial, Vietnã, Malvinas, Guerra do Golfo.
Na descrição da comunicação
de massa em períodos de guerra a televisão ganha
papel de destaque. E foi o Vietnã a primeira guerra,
acompanhada, pela TV, na visão de Sérgio Mattos:
(...)o Vietnã foi a guerra da imagem devido à
presença da televisão, que transmitia as imagens
de choque e emoção. No início, parecia
um filme, mas era real (MATTOS, 1991, p.13). O conflito no
Golfo Pérsico, em 1990, é batizado pelo autor
como a videoguerra, quando o discurso oficial dos ataques
e bombardeios cirúrgicos teria desumanizado a guerra.
O autor aborda ainda a censura imposta pelo
Pentágono aos correspondentes estrangeiros, denunciada
também pela Folha de São Paulo. E, já
em 1991, questiona o comportamento dos jornalistas americanos
na cobertura do conflito. Mais de uma década depois,
em outro conflito com participação norte-americana
na região do Oriente Médio, a que a grande mídia
se refere como Guerra do Iraque, esse tipo de postura volta
a se repetir, agora de forma oficial, caso dos jornalistas
embedded, ou embutidos. Não sem motivo, como avalia
uma resenha crítica de Renato Ferreira (A TARDE, 1991),
através desse trabalho, se pode concluir que os fatos
históricos são ciclicamente repetitivos.
Publicado em 1996, pela editora da UFBA,
O controle dos meios de comunicação se dedica
a contar a triste história da censura no Brasil. Nesta
obra Sérgio Mattos avalia que os constrangimentos à
liberdade de imprensa têm origem já em 1547,
como um legado da colonização. No livro também
estão presentes parte dos resultados das pesquisas
dele no mestrado e doutorado, como a dependência dos
meios de comunicação, impressos e de radiodifusão,
do governo federal e dos anunciantes.
Com um olhar cético, Mattos lamenta
a permanência da censura no jornalismo brasileiro, e
teme que o controle do Estado, e das elites, sobre os meios
de comunicação aumente junto com os investimentos
em tecnologia, por meio do surgimento de novas formas de controle.
Mattos reconhece ainda que, apesar de ser imprescindível,
não só para os jornalistas, mas para toda a
população, a liberdade de imprensa sempre esteve
historicamente ameaçada no Brasil. Além de traçar
um panorama sobre o que, ao longo dos anos, ocorreu no Brasil,
no que se refere ao domínio dos meios, a obra deixa
claro, segundo crítica de Denise Oliveira que se hoje
a censura não existe oficialmente, outras formas de
exercício de poder sobre os meios de comunicação
foram mantidas. (Tribuna Bis-RJ, 28/08/1996).
O pesquisador Sérgio Mattos, como
bom jornalista, vai além da simples constatação
dos problemas advindos da restrição à
liberdade de imprensa, e investiga as causas do controle dos
meios de comunicação. A partir daí o
autor enumera uma série de relações existentes
que tornam possível a administração do
jornalismo tais como a dependência externa de tecnologia,
e portanto da legislação federal que regula
esse tipo de relação; a dependência financeira
dos anunciantes, entre os quais se destaca o governo; a dependência
de subsídios e isenções oficiais; sem
falar nos instrumentos utilizados durante o regime de exceção,
incluindo a censura policial.
Mais que isso, segundo o jornalista Gilson
Souza, em resenha publicada no Jornal Cinform (Aracaju, 1996),
o texto se constitui em um ataque contra todos os tipos de
censura às atividades de imprensa:
Alguns livros que tratam da comunicação
como instrumento de apoio ao cotidiano de estudantes, profissionais
e todas as pessoas interessadas em conhecer os mecanismos
que envolvem o quarto poder no Brasil, são de fato
indispensáveis em suas bibliotecas e arquivos. O Controle
dos Meios de Comunicação, do professor universitário
e jornalista Sérgio Mattos, no mínimo, se tornará
leitura obrigatória para os comunicadores sociais.
De fato, as obras de Sérgio Mattos
são referência fundamental para quem estuda Comunicação,
razão pela qual é um autor presente na maioria
das bibliotecas de universidades e faculdades brasileiras.
E, para além dos inúmeros comentários
elogiosos recebidos pelo jornalista e pesquisador, em resenhas
e matérias publicadas em jornais e periódicos
especializados, essa poderia ser considerada sua fortuna crítica,
para recorrer a denominação de uma das seções
de sua página na rede mundial de computadores: (...)inúmeros
são os estudantes de comunicação no Brasil,
tanto da graduação como da pós-graduação
que devem estar estudando em meus livros e isto já
me gratifica, por estar contribuindo para a formação
e conscientização direta dos futuros comunicadores
e comunicólogos (MATTOS, 2004).
Na verdade a preocupação de
Sérgio Mattos com o ensino de Comunicação
começou já em 1973, quando se tornou professor
colaborador do curso de jornalismo da UFBA, e permanece até
hoje, nas atividades desenvolvidas na Unibahia, localizada
no município de Lauro de Freitas. Aprovado em concurso
público, realizado em 1975, se tornou professor do
quadro permanente da Facom até dezembro de 1997. Neste
período Mattos passou por todos os níveis da
carreira acadêmica, tendo se aposentado como professor
Adjunto IV, uma vez que durante seu período de atividade
a Universidade Federal da Bahia não abriu concurso
para professor titular.
O Vigia do Tempo[4]
Durante os anos em que foi professor na Facom-UFBA,
Sérgio Mattos acumulou uma série de outras atribuições.
No campo que poderíamos considerar como de gestão,
foi Chefe do Núcleo de Publicações e
Coordenador do Centro Editorial e Didático da UFBA,
neste cargo como substituto. Já no curso de Comunicação,
Mattos desempenhou as funções de Coordenador-substituto
do Colegiado e Chefe do Departamento de Jornalismo, atividade
que desenvolveu durante quatro anos.
Vale ressaltar ainda que desde 1968 Sérgio
Mattos atuou também como jornalista na imprensa baiana,
período em que exerceu todas as funções
dentro de uma redação de um jornal diário,
de repórter a secretário de redação.
Isso sem esquecer do poeta que após a publicação
do primeiro livro, participou de uma série de antologias
até o lançamento de O vigia do Tempo em 1977,
mesmo ano em que se submeteu a seleção da LASPAU-FULBRIGHT,
que concedia uma bolsa na área de Comunicação
na América do Sul. (...) a poesia é a soma de
todas as fases da vida, com suas descobertas, vivências
e valores que transformam a criança de hoje no adulto
de amanhã, avaliou Mattos em um depoimento gravado
no CD Poesia Nossa de Cada Dia, em que também são
declamados 26 poemas dele.
Após conquistar a bolsa para o mestrado
nos Estados Unidos começava de fato uma nova fase na
vida do pesquisador Sérgio Mattos. De maio de 1978
a agosto de 1982, incluídos os seis meses dedicados
a aprendizagem do idioma, ele realizou o mestrado e o doutorado,
este como bolsista Capes. Neste período, produziu,
nos Estados Unidos e publicados em inglês, duas teses,
dois livros de poesias, um deles em edição bilíngüe,
e dois livros técnicos, batendo todos os recordes de
tempo da Universidade do Texas (Austin), escolhida
porque tinha conhecimento de que lá
existia o maior Centro de Estudos Latino-Americanos, o ILAS
Institute of Latin American Studies, além da LBJ
Library que abriga inclusive os documentos do governo L. B.
Johnson sobre o Brasil, sobre o golpe de 64 e sobre outros
paises latino-americanos (MATTOS, 2004).
O mestrado de Sérgio Mattos, concluído
em 1980, teve como objeto de estudo as relações
e influências do governo militar, com destaque para
a Escola Superior de Guerra e sua doutrina[5], no desenvolvimento
da TV no Brasil. Sob a orientação do professor
Jorge Reina Schemment, ele pode consultar documentos então
inacessíveis no Brasil, que ofereceram suporte para
a realização dos estudos de mestrado e doutorado
e ainda produzir outros estudos sobre a comunicação
de massa e suas relações com ditaduras militar,
como foi o caso do trabalho sobre a revolução
peruana.
Já o doutorado teve como orientador
Emile G. McAnany, e uma área de concentração
que abrange comunicações internacionais e políticas
públicas de comunicação, com destaque
para o marketing e a publicidade nos meios de comunicação.
O tema da tese de doutorado, defendida em 82, foram as relações
entre a publicidade, nacional e internacional, no desenvolvimento
dos meios de comunicação de massa, a partir
da análise do caso brasileiro.
Meus dois orientadores eram ligados ao grupo
de Everet M. Rogers e Wilbur Schramm e logo também
passei a fazer parte deste colégio invisível,
lendo textos dos pesquisadores da Califórnia, do Texas
e de Londres. Pelo tipo de pesquisa que realizei mantive contatos
pessoais e com a obra também de brazilianistas como
John F. Dulles, Wayne Selcher, Albert Fishlow, Thomas Skidmore
entre outros, além de pesquisadores norte-americanos,
ingleses e latino-americanos que pesquisavam ou estavam também
interessados, como eu, na influência da publicidade
multinacional no desenvolvimento dos veículos de comunicação
a exemplo de Herbert Schiller, Jeremy Tunstall, Lee Chin-Chuan
(que examinavam o imperialismo na mídia) , Robert White,
John Kochevar, Noreene Janus, Rafael Roncagliolo, Luis Ramiro
Beltran, Elizabeth Fox, Juan Garguverich, Juan Diaz Bordenave,
Fernando Reys Matta, Armand Mattelart e muitos brasileiros
entre eles José Marques de Melo, Carlos Eduardo Lins
da Silva, Ana Maria Fadul , Sérgio Capparelli , Muniz
Sodré etc. (MATTOS, 2004).
O colégio invisível a que se
refere Mattos teria sido o grande responsável pela
consolidação de uma área ou sub-campo
de pesquisas em Comunicação, conhecido como
Comunicação e Desenvolvimento. Em termos mundiais
essa sub-área de estudos é atravessada por temáticas
como: modernização, difusão de modelos
e saberes, comunicação internacional, subdesenvolvimento.
O enfoque, sempre, se refere ao papel e/ou impacto dos meios
de comunicação de massa em processos que algumas
vezes tem enfoque econômico e noutras do chamado desenvolvimento
social positivo.
Para Sérgio Mattos suas teses de doutorado
e mestrado, esta publicada em inglês pela Klingesmith
Independent Publisher (1982), constituem a espinha dorsal
de suas obras no campo acadêmico. Acredito toda a
linha de minha pesquisa segue este princípio que
só compreenderemos o que ocorre com a mídia
se entendermos o seu desenvolvimento dentro do contexto sócio-econômico,
político, social e cultural de cada país. Esta
é uma proposição conceitual para analisarmos
a mídia que venho defendendo nos últimos 25
anos, analisa Mattos.
Assim, o acadêmico premiado, vencedor
do Prêmio Luiz Beltrão na categoria Maturidade
Acadêmica no ano 2000, critica as generalizações
feitas em estudos de pesquisadores norte-americanos e europeus,
incluindo também alguns latino-americanos, ao considerar
a América Latina como uma unidade cultural idêntica.
Mattos defende que é preciso analisar o contexto histórico
de cada país e seus impactos no desenvolvimento da
mídia, em lugar de aplicar e comprovar todas as teorias
de comunicação de massa anteriormente utilizadas.
É nesta perspectiva que podemos compreender
um projeto idealizado por Sérgio Mattos no período
da pós-graduação e, infelizmente, não
concluído.
Na época eram tantas as ditaduras
na América do Sul que cheguei a planejar um estudo
mais amplo sobre cada país e suas peculiaridades e
envolvimentos entre a mídia e as ditaduras. Estudei
o caso do Peru e o Caso brasileiro, não fui adiante
por falta de recursos, na época, e também porque
logo em seguida as ditaduras começaram a ruir e acabei
abandonando o projeto inicial, o que não significa
que não possa ser ainda resgatado (MATTOS, 2004).
A pesquisa sobre a relação
da ditadura peruana com o desenvolvimento da comunicação
de massa naquele país deu origem ao livro The Development
of Communication Policies Under The Peruvian Military Government:
1968 1980, publicado em 1981, também pela Klingesmith
Independent Publisher. Ao todo, com as duas teses defendidas
e quatro livros publicados em inglês (dois acadêmicos
e dois de poemas), além de uma série de artigos,
Mattos retorna ao Brasil. Como nos versos do poema Criação,
escrito durante o período de pós-graduação,
Palavra aqui, palavra lá, o poeta escolheu esta daqui:
Comunicação[6].
Trilha Poética[7]
Já no Brasil, às facetas de
pesquisador, poeta e jornalista se soma outra, a de compositor,
arte tecida em parcerias, com destaque para a música
de caráter regional. Para Sérgio Mattos quem
trabalha com poesia acaba trabalhando simultaneamente também
com a música, graças à sonoridade das
palavras e do próprio poema. Segundo ele, ingressar
no ramo musical tratou-se apenas de oportunidade, e do encontro
de parceiros de melodia, o que ocorre quando ainda estava
nos Estados Unidos, em 1979. Deste período até
hoje são mais de 200 músicas compostas, 130
delas gravadas por vários intérpretes como faixas
de diferentes CDs: Aproveitando a ousadia que Deus me deu,
mesmo sem cantar nem tocar instrumento algum, acabei produzindo
três CDs individuais, confessa Sérgio Mattos
ao falar de sua produção no campo musical, a
qual se junta um CD com poemas declamados, todos com a preocupação
de preservação dos ritmos regionais e de suas
raízes culturais.
De volta às atividades como docente
na Faculdade de Comunicação da Universidade
Federal da Bahia (UFBA), Mattos contribuiu com a instalação
do Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporânea
da Facom. Já em 1985 ele assumia também a função
de editor de Municípios do jornal A TARDE, de Salvador,
onde foi responsável pela edição de três
suplementos semanais e de uma página diária
até 2003, quando (...) para continuar produzindo, além
dos trabalhos acadêmicos, minhas poesias, letras de
músicas e contos, além de procurar manter atualizada
minha home page pessoal, deixei o jornal, onde atuava desde
1971, e fundei uma empresa, a SMATTOS consultoria em comunicação.
A preocupação em atuar como
pesquisador ativo se manteve mesmo na década de 80,
quando além de todas as atividades no jornalismo, magistério
e poesia, foi diretor geral do Instituto de Radiodifusão
Educativa da Bahia IRDEB. Para tanto, confessa Mattos, é
necessário ter disciplina para produzir. Tenho o professor
Doutor José Marques de Melo como meu exemplo.
E ainda que a maioria de seus trabalhos se
dediquem à história e análise da televisão,
a produção acadêmica na UFBA também
foi um de seus objetos de pesquisa, resultando na publicação
em 1994 de um relato de pesquisa intitulado Bibliografia dos
Docentes do Departamento de Jornalismo: produção
científica, literária e artística. Para
Edivaldo Boaventura, professor doutor e membro da Academia
de Letras da Bahia, O relatório de pesquisa de Sérgio
é uma projeção de um grupo que faz a
Academia, mas trabalha também no jornal, na televisão
e na publicidade. Os colegas do Departamento de Jornalismo
da FACOM /UFBA têm na Bibliografia um instrumento de
promoção universitária. (Coluna Educação,
A TARDE, 1994).
Como autor acadêmico, Sérgio
Mattos identifica um senão em sua produção:
Minha área de pesquisa/ interesse dentro da comunicação
tem um defeito, cobre muitos setores devido a minha ânsia
em produzir, mas meus trabalhos enfocam principalmente a televisão,
sobre a qual tenho publicado vários livros e artigos.
A partir da auto-análise do autor poderíamos
de fato considerar que a maior contribuição
dele para a pesquisa em Comunicação foi na investigação,
mas sobretudo também na difusão do conhecimento
produzido sobre a Televisão, principal meio de informação
e entretenimento para a grande maioria da população
brasileira.
Nessa perspectiva é importante destacar
seu trabalho na Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares
em Comunicação (Intercom), como coordenador
do Grupo de Trabalho Televisão, desde sua criação,
em 1994, até 2000, quando houve uma mudança
na forma de organização dos pesquisadores nos
congressos da instituição, agora reunidos em
Núcleos de Pesquisa. Neste período foram apresentados
no grupo de Televisão um total de 56 trabalhos acadêmicos,
resultando ainda na publicação de dois livros,
ambos organizados por Sérgio Mattos: A Televisão
e as políticas regionais de comunicação
Coleção GTs Intercom nº 06 (1997) e A televisão
na era da globalização - Coleção
GTs Intercom nº 09 (1999).
Sempre procurei exercer o papel de coordenador
/editor de publicações numa época em
que há uma deficiência de publicações.
Reunia trabalhos, artigos de professores e alunos e multiplicava,
encadernava e distribuía - mimeografado, grampeado
. Um trabalho artesanal hoje alijado, sem qualquer valor,
mas que era ou foi o espírito embrionário do
editor por detrás que nascia. Financiava o papel, gratificava
o funcionário e alceava e grampeava os trabalhos. Este
trabalho evoluiu e continuo coordenando e publicando livros
coletivos - que na verdade exige e envolve mais trabalho do
que publicar o seu próprio livro. (MATTOS, 2004).
O primeiro livro do GT Televisão tem
apresentação da então presidente da Intercom,
professora doutora Maria Immacolata Vassallo de Lopes, para
quem o GT Televisão era um dos mais produtivos e dinâmicos
grupos reunidos nos congressos anuais: Por isso, o seu aparecimento
em forma de livro era bastante aguardado, avaliou. Na introdução
da obra Sérgio Mattos faz um breve histórico
do grupo de trabalho e apresenta seus artigos ou capítulos:
dois relacionados à TV no Mercosul, duas reflexões
sobre emissoras regionais do interior de São Paulo,
um sobre o videoclipe como experiência estética,
outro sobre a Igreja Universal na TV e finalmente um artigo
sobre a parceria entre esporte e televisão.
O livro A Televisão na Era da Globalização
é resultado dos oito trabalhos apresentados no Congresso
de Santos, em 1997. Segundo Mattos, em sua introdução,
o debate sobre a globalização está vinculado
a utópicos pontos de vista sobre sistemas de comunicação.
Tal debate começou a partir da invenção
do telégrafo e, nos anos sessenta, se tornou mais popular
com o conceito da aldeia global, de McLuhan. (MATTOS, 1999,
p.9).
Na Universidade Federal da Bahia Sérgio
Mattos foi um dos responsáveis pela coordenação
do Seminário Cultura e Política e Política
Cultural na Televisão do Brasil e da Alemanha, em conjunto
com o Dr. Roland Schaffner, diretor do Instituto Cultural
Brasil e Alemanha (ICBA). Durante uma semana, de 9 a 14 de
maio de 1994, foram realizadas 25 horas de exposições,
depoimentos de profissionais brasileiros e alemães,
seguidos de debates e exibição de vídeos
exemplificativos. Com o evento buscou-se conhecer e comparar
os sistemas televisivos do Brasil e da Alemanha. O resultado
foi publicado no livro Televisão e Cultura no Brasil
e na Alemanha, organizado por Mattos e publicado pelo IBCA
em 1997.
No campo da pós-graduação
em Comunicação, como um dos primeiros doutores
da UFBA, ele também se tornou pioneiro na história
do doutorado em Comunicação e Cultura Contemporânea
da instituição, já que foi um de seus
orientandos, José Moura Pinheiro, o primeiro doutor
formado pela Facom. A tese, intitulada Setor Jornalístico
do Brasil: História, Evolução, Tecnológica
e Desempenho Empresarial, foi defendida no início de
1998, logo após a publicação da aposentadoria
de Sérgio Mattos, em dezembro de 1997. Mesmo com a
aposentadoria ele ainda atuava como orientador de alunos do
mestrado e do doutorado da Facom, sem qualquer vínculo
empregatício ou remuneração, até
dezembro de 2001.
Estandarte[8]
Mas se o pesquisador Sérgio Mattos
ocupa lugar de destaque na área de Comunicação,
como escritor também teve atuação relevante.
No período de 1991 a 1995, por exemplo, foi presidente
do Instituto Baiano do Livro (IBL), uma instituição
civil sem fins lucrativos. Na gestão de Mattos o instituto
ofereceu uma série de cursos na área de editoração,
com o objetivo de preparar mão de obra qualificada
para atuar na área de produção de livros:
(...)como fruto direto e indireto dos trabalhos realizados,
a partir do ano de 1993 começaram a surgir, principalmente
em Salvador, inúmeras editoras de porte médio,
além de inúmeros selos editoriais (MATTOS, 2004).
Dois anos mais tarde, em abril de 1997, Mattos
retorna ao IBL como vice-presidente, para cumprir um mandato
de dois anos. Aliás 1999 é um ano muito importante
para ele no campo da literatura: em janeiro se torna diretor
de redação e editor chefe da revista Néon,
dedicada à cultura e à história; em outubro
é eleito mais uma vez como presidente do Instituto
Baiano do Livro e finalmente, em 20 de dezembro de 99, toma
posse como presidente da Academia de Letras e Artes do Salvador.
Em março de 2000 Sérgio Mattos
assume a direção do campus de Ciências
Humanas da Unibahia, instalada em Lauro de Freitas, município
da região metropolitana de Salvador, onde também
coordena os cursos de Jornalismo e Relações
Públicas. Além disso é pesquisador em
dois grupos que funcionam na Universidade do Estado da Bahia,
tendo sob sua supervisão três orientandos.
Na área de pesquisa, suas mais recentes
publicações se concentram na área de
Televisão, também objeto de um dos poemas de
Mattos, escrito em 1981: Eu te vi - Tu televiste - Ele
Televiu. / É a televisão / teleadivinhando o
futuro que muitos estão sonhando.
Já em 1990 Sérgio Mattos lançava
a obra Um Perfil da TV Brasileira, aplaudida pelos estudiosos
e interessados no tema por suprir uma incômoda lacuna
na produção acadêmica brasileira. Segundo
a professora, jornalista e crítica de televisão
Maria Helena Dutra:
É cotidiana a pergunta de estudantes,
interessados ou mesmo de espectadores mais curiosos para os
especializados: o que existe para se ler sobre a televisão
brasileira? Há tempos atrás a resposta envergonhada,
pela pobreza que denotava, era sempre indicar minguados títulos
e acrescentar que quase nada existia em literatura sobre o
assunto. (...)Da safra recente aconselho, com convicção
e sem contra-indicações, um trabalho sucinto,
mas de grande valor, intitulado Um Perfil da TV Brasileira(40
anos de história: 1950-1990), de Sérgio Mattos.
(O Dia, 11/12/1990).
No ano do cinqüentenário da TV
no país Sérgio Mattos lança uma obra
que se constitui em referência obrigatória para
os estudiosos da TV. Além de fazer um resgate histórico
sobre a implantação e desenvolvimento da TV
no Brasil, com destaque para o papel da publicidade neste
processo, recuperando as teses de mestrado e doutorado, o
livro apresenta um inventário dos estudos já
realizados sobre a TV brasileira, em uma espécie de
breve estado da arte do conhecimento produzido no país
sobre este meio de comunicação. Entre outros
assuntos, o livro traz provocações para novas
pesquisas, a cronologia da história da televisão,
acrescenta Eden Nilo em crítica publicada no jornal
A TARDE, em janeiro de 2001.
O livro, que tem um total de 312 páginas,
oferece uma análise do desenvolvimento da TV brasileira
considerando as condições sócio-econômicas
e políticas do país e ainda a forma como a indústria
da publicidade instalada no Brasil, de certo modo, reproduz
o modelo de desenvolvimento dependente. Sérgio Mattos
ainda aborda as interferências na história da
televisão dos interesses políticos do momento,
que tiveram como exemplo mais concreto nas últimas
cinco décadas, a ditadura pós-64.
O caso do Brasil nos leva a repensar as suposições
e hipóteses de inúmeras teorias que vêm
estudando o desenvolvimento dos meios de comunicação,
principalmente a televisão, nos países periféricos
e em especial no Brasil. Exatamente por isso acreditamos que
estudos de caso podem ser de maior utilidade para se compreender
o desenvolvimento da mídia no Brasil. (MATTOS, 2000,
p.14)
Essa é exatamente a perspectiva adotada
em História da Televisão Brasileira Uma visão
econômica, social e política, lançado
em 2002, em segunda edição pela Editora Vozes.
Por meio do estudo do desenvolvimento de todos os processos
envolvidos no desenvolvimento da TV no Brasil Sérgio
Mattos concluí: (...)as novas perspectivas mundiais
que lhe são impostas levam a televisão também
a enfrentar e se adaptar a esta nova etapa, na qual a própria
tecnologia que tanto lhe ajudou no seu desenvolvimento, passa
a competir com ela mesma(...) (MATTOS, 2002, p.16).
Para Sérgio Mattos, o Brasil é
hoje um dos países que mais produz na pesquisa em comunicação,
pouco ainda porém na área a qual se dedicou,
os aspectos históricos contextualizados da mídia,
um campo em sua avaliação restrito em certos
aspectos e infinito em outros, mas que não atrai as
atenções porque não apresenta modismos
midiáticos (MATTOS, 2004). E se a análise
do pesquisador convida à reflexão, as palavras
finais deste breve perfil ficam com o poeta Sérgio
Mattos, que em 2003 completou 30 anos de atividade literária.
A verdade é que tenho corrido os
riscos de meu tempo de vida, sobrecarregado pela necessidade
de ser um cidadão produtivo para garantir a sobrevivência.
Renunciando ao lazer pelo trabalho, ou pela dedicação
à pesquisa e ao ensino. Renunciando as horas de sono
em troca do prazer da leitura(....)É nesta procura
que tenho experimentado todas as formas de comunicar pela
poesia.(MATTOS, CD Poesia nossa de cada dia).
Livros publicados e referências
utilizadas:
MATTOS, Sérgio. História da
Televisão Brasileira: Uma Visão Econômica,
Social e Política.. Petrópolis: Editora Vozes,
2002. p.247.
MATTOS, Sérgio. Imparcialidade é
mito. Salvador : Editora Unibahia, 2001. p.223.
MATTOS, Sérgio. A Televisão
no Brasil: 50 anos de história (1950-2000). Salvador
: Editora PAS/Edições IANAMÁ, 2000. p.350.
MATTOS, Sérgio. Trilha Poética.
São Paulo : Editora GRD, 1999
MATTOS, Sérgio. Étendard..
São Paulo : Editora GRD, 1999. p.189.
MATTOS, Sérgio. O Controle dos meios
de comunicação. Salvador : EDUFBA - Editora
da UFBA, 1996 p.110.
MATTOS, Sérgio. Asas para Amar. Salvador : Marfim,
1995. p.100
MATTOS, Sérgio. Estandarte. São
Paulo : Editora GRD, 1995. p.240.
MATTOS, Sérgio. A Tarde Municípios:
Uma experiência jornalística voltada para o municipalismo..
Salvador : A Tarde, 1993. p.36.
MATTOS, Sérgio. Bibliografia dos docentes
do departamento de jornalismo: Produção Científica,
Literária e Artística.. Salvador : FACOM/UFBA
- Departamento de Jornalismo, 1993. p.120.
MATTOS, Sérgio. Censura de Guerra:
Da Criméia ao Golfo Pérsico.. Salvador : Sindicato
dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia, 1991. p.54.
MATTOS, Sérgio. Um Perfil da TV Brasileira:
40 anos de história ( 1950-1990). Salvador : ABAP-BA/ATARDE,
1990. p.85.
MATTOS, Sérgio. Lançados ao
Mar. Salvador : Franco Produções Editora, 1985.
p.70.
MATTOS, Sérgio. The Development of
Communication Policies Under The Peruvian Military Government:
1968 - 1980. San Antonio, Texas : V. Klingensmith Independent
Publisher, 1982. p.70.
MATTOS, Sérgio. The Impact of The
1964 Revolution on Brazilian Television. San Antonio, Texas
: V. Klingesmith Independent Publisher, 1982. p.130.
MATTOS, Sérgio. I No longer Sing,
I Cry (Já Não Canto, Choro). Austin, Texas :
Tejidos Publication, 1980. p.58.
MATTOS, Sérgio. Time's Sentinel. Austin,
Texas : 1979. p.30.
MATTOS, Sérgio. A Batalha de Natal.
Salvador : Centro Editorial e Didático da UFBA, 1978.
p.60.
MATTOS, Sérgio. O Vigia do Tempo..
Salvador : Gráfica Universitária da UFBA, 1977.
p.66.
MATTOS, Sérgio. Estudos de Comunicação.
Salvador : Gráfica Editora Arco Iris, 1975. p.36.
MATTOS, Sérgio. Nas Teias do Mundo.
Salvador : Empresa gráfica da Bahia, 1973. p.60
MATTOS, Sérgio(org.). A Televisão
na era da globalização. São Paulo : INTERCOM/GT
DE TV, 1999. p.140.
MATTOS, Sérgio (org.). A Televisão
e as políticas regionais de comunicação.
São Paulo : INTERCOM, 1997. p 117.
MATTOS, Sérgio(org.). A televisão
e a cultura no Brasil e na Alemanha. Salvador/São Paulo
: ICBA/Editora GRD, 1997. p.146.
MATTOS, Sérgio. Entrevista concedida
a Iluska Coutinho. 2004
Consulta ao conteúdo disponível
em http://www.sergiomattos.com.br
Referências
[1] A música Poeta Baiano foi gravada no CD Trilha
Poética, referência ao título de um livro
de poemas de Sérgio Mattos (1998).
[2] MATTOS, Sérgio. Nas Teias do Mundo.
Salvador: Empresa Gráfica da Bahia, 1973. 60p.
[3] Censura de Guerra (da Criméia
ao Golfo Pérsico), disponível em www.sergiomattos.com.br,
formato PDF.
[4] O livro individual de poemas O Vigia
do Tempo foi lançado em 1977, em Salvador. Depois foi
traduzido por Maria Luísa Nunes e publicado em inglês
pela Universidade de Pittsburgh, Penn, USA sob o título
Time´s Sentinel (1979).
[5] Esse inclusive é o título
de um sub-capítulo de seu livro A Televisão
no Brasil: 50 anos de história [1950-2000], lançado
no ano do cinqüentenário da TV brasileira pela
Editora PAS-Edições Ianamá.
[6] O poema Criação, datado
de 1980, integra o livro Estandarte, publicado pela primeira
vez em 1995.
[7] Título do livro de poemas lançado
por Sérgio Mattos em 1999, publicado pela Edições
GRD e posteriormente também de um CD, em que catorze
poemas ganham versão musical, em parceria com Nilson
Aquino.
[8] Estandarte é o livro de poesias
de maior sucesso de Sérgio Mattos, e que mereceu elogios
inclusive de Jorge Amado: No caso da poesia de Sérgio
Mattos, leio e releio com um prazer sempre renovado e sempre
maior (Salvador, 10/10/95).
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